segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O final decepcionante de Sangue Bom


O último capítulo da novela “Sangue Bom” foi o PIOR que já assisti em toda a minha vida de noveleira. O pior de tudo foi ler algumas análises que elogiavam “o final ousado, que tratou o telespectador como adulto” (só rindo de tamanho absurdo). Segundo alguns críticos, ”quem não gostou é porque não entendeu a ‘complexidade’ da trama”.
Nesse caso eu devo ser uma completa ignorante, pois as únicas coisas que eu entendi nesse final foram:

1- 
A maldade e a impunidade venceram;

2- Você pode manipular e prejudicar um monte de gente, mas basta fazer cara de arrependida e sofredora que todos os seus crimes serão perdoados e esquecidos;
3- Dane-se a opinião do público! O que importa se a maioria rejeitou a “protagonista” Amora? E daí se quase 70% torcia por outro casal (de acordo com a enquete realizada pelo site da novela)? Eles terão que engolir a vontade dos autores!
4- Alguns autores de novela tratam os telespectadores como idiotas;
5- A lição mais importante: eu jamais voltarei a perder tempo com novelas da dupla Vincent Villari e Maria Adelaide Amaral.

Eu sei que “era apenas uma novela”.  Mas a verdade é que muita gente ainda se deixa influenciar pelos comportamentos apresentados em programas desse tipo. Muitas adolescentes ainda não têm discernimento para compreender que uma personagem como a Amora, com seus valores fúteis e deturpados, não é um modelo a ser seguido.

Quanto à "redenção" forçadíssima da personagem, não me convenceu! Acredito que as pessoas possam mudar, mas não do dia para a noite. Os autores quiseram vender essa "mudança" de uma forma vergonhosamente apelativa, usando a morte da irmã da Amora na tentativa de comover o público. Mas é impossível acreditar que alguém que trocou exames de DNA, simulou uma gravidez e um falso aborto, entre outras "bondades", se transforme repentinamente em uma pessoa "do bem" só porque ficou pobre e assumiu a guarda dos sobrinhos órfãos.

Na última cena, ficou implícito que ela seria perdoada mais uma vez pelo tonto do ex-marido. Tonto é apenas um eufemismo, já que o  Bento merecia o troféu de personagem mais idiota de todos os tempos.
 
Premiar uma personagem como a  Amora com um final feliz transmite a mensagem de que “vale tudo” para se dar bem na vida. E depois reclamam da impunidade que assola o Brasil...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Valores invertidos




Malu (Fernanda Vasconcelos) e Amora (Sophie Charlotte):
eu ainda prefiro torcer pelo bem

Foto: divulgação

Faz um século que não escrevo aqui, e talvez ninguém leia esse post, mas resolvi escrevê-lo como uma forma de desabafar.

As vezes penso  que o mundo está perdido, porque a inversão de valores é cada vez maior. Um exemplo disso é exibido na novela “Sangue Bom”. Uma novela muito divertida, com ótimas atuações e diálogos afiados.  Mas com um ponto negativo: a personagem Amora, interpretada por Sophie Charlotte.

Para quem não assiste essa novela, aqui vai um breve resumo: Amora é uma “it-girl” ambiciosa, absurdamente fútil e deslumbrada com a fama. Quando era criança, viveu um tempo na rua até chegar ao abrigo do Tio Gilson (Daniel Dantas), onde conheceu Bento (Marco Pigossi), o mocinho, por quem é obcecada. Mas como ele é pobre e despreza o mundo dos “famosos”, ela relutava em viver um romance com o rapaz.

Bento, por sua vez, é tão ingênuo que ainda acredita na “bondade” de Amora, mesmo que todas as evidências e a maioria dos outros personagens digam o contrário.

Amora foi adotada por Barbara Ellen (Giulia Gam), uma atriz decadente que faz questão de demonstrar sua predileção por esta filha, que é a sua cópia fiel. Barbara tem outros filhos adotivos, além de Malu (Fernanda Vasconcellos), sua única filha biológica, a quem despreza por não seguir o seu estilo de vida. Malu é uma garota “do bem”, dona de uma ONG para crianças carentes. Mas teve o azar de se apaixonar justo por Bento. Digo azar porque Amora fez de tudo para separar o casal, até forjar o resultado de um exame de DNA para que Bento acreditasse que é filho de Plinio Campana (Herson Capri), pai de Malu.

Além de separar o casal, Amora quer que Bento herde os bens de Plínio (que é rico), e assim unir o útil ao agradável: casar com Bento, a quem diz amar, sem abrir mão de uma vida de luxo.

No capítulo de ontem, Amora deu mais amostras de seu mau-caratismo: incendiou a ONG da irmã, fingiu "salvar" a vida de Bento, e de quebra jogou a culpa em Fabinho (Humberto Carrão), outro que também não vale grande coisa. Mas desta vez, Fabinho é inocente.

O que me irrita nessa personagem não é a sua vilania, afinal já vimos muitos vilões aprontando em inúmeras novelas. O que me choca é constatar que algumas pessoas defendem as atitudes de Amora e ainda afirmam que ela é vítima porque “teve uma infância difícil”, “foi criada pela Barbara Ellen, então não tem culpa de ser assim”, ou ainda (pasme), “a Malu é uma invejosa, sempre quer roubar os namorados da irmã”, ou então “a Malu é certinha demais, enquanto a Amora luta pelo que quer”.

Francamente... dizer que ela tem o direito de ser mau-caráter só porque morou na rua? Quantas pessoas passaram/passam por situações iguais ou piores e nem por isso tentaram prejudicar os outros?

Outra desculpa esfarrapada é alegar que Amora é assim porque foi adotada por uma mulher fútil (por que será que os outros filhos de Barbara não são como a Amora??). O pior de tudo é justificar as atitudes sórdidas da personagem com o fato de que a irmã adotiva (Malu) é “muito boazinha, e os bonzinhos são chatos” ou porque ela se apaixonou pelos namorados da “pobre Amora”.

Quer dizer então que ser uma pessoa honesta e decente é errado... o certo é ser má, egoísta, fútil e destruir a vida dos outros?? Não é de espantar que ocorram tantos crimes e maldades por aí, já que existem pessoas com uma visão tão deturpada.

Alguns até acreditam numa possível redenção de Amora. Eu não acho impossível alguém mudar, mas seria ridículo se no final da novela ela saísse impune. E o pior de tudo, ao lado de Bento. Seria o mesmo que afirmar que o mal é recompensado. Que você pode fazer as piores atrocidades, mas será perdoado e ainda viverá feliz para sempre, sem pagar por seus crimes.

Posso até ser ingênua, até mesmo “tonta”, mas ainda prefiro torcer pelos personagens do bem. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Um dia para refletir

Foto: Ehsan Khakbaz via Photopin cc

Esta semana, eu estava andando pelo centro de São Bernardo quando um garotinho de cinco ou seis anos me entregou um pequeno ramo de margaridas. Ele explicou que era uma homenagem ao Dia da Mulher, comemorado hoje.  Todas as mulheres que passavam pelo local ganhavam flores dele. Logicamente, a mãe do menino estava por perto, orientando o filho na distribuição.
Um gesto simples, mas tão lindo! Quem dera se todas as mães ensinassem seus filhos a respeitarem e valorizarem as mulheres desde pequenos...
Não existiriam tantos casos de violência doméstica ou sexual.
Não haveria tanta discriminação, tanto desrespeito.

Ainda hoje, milhões de meninas são abortadas em países como Índia e China, pelo simples fatos de pertencerem ao sexo feminino.  
Ainda hoje, milhões de garotas são obrigadas a se casarem contra a vontade ainda na adolescência, por imposição de suas famílias.
Ainda hoje, milhões de mulheres são forçadas a se prostituírem, muitas vezes pelas próprias famílias.

Mesmo nos países onde existem os direitos da mulher (ao menos teoricamente), elas ainda sofrem com o machismo dentro e fora de casa. Muitas vezes, ganham salários inferiores aos dos homens, embora executem o mesmo trabalho. E muitas enfrentam uma dupla jornada, tendo que cuidar sozinhas da casa e dos filhos.
No último século, as mulheres realizaram várias conquistas importantes. Mas ainda temos um longo caminho pela frente.
Meus parabéns a esse menino e à mãe dele. Que o exemplo de vocês possa inspirar outras pessoas a valorizarem mais as mulheres. Não apenas no dia 8 de março, mas em todos os dias do ano.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz 2013!

Foto: Juliana Coutinho via Photopin cc
Mais um ano se inicia. O mundo não acabou, mas 2012 sim, graças a Deus!
Pra mim foi um ano muito difícil, e espero que 2013 seja muito melhor.

Desejo que as pessoas parem de valorizar tanto o consumismo e as aparências e percebam que a vida é muito mais do que ostentações e futilidades.
Que tenham mais respeito pelo próximo, mais educação.
Que sejam mais generosas e estejam dispostas a melhorar a si mesmas.

Desejo a todos muita paz, saúde e felicidade!

E para aqueles que estão desanimados com a vida, eu só tenho uma coisa a dizer: levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!


Feliz Ano Novo!

sábado, 20 de outubro de 2012

O final inovador (e trash) de Avenida Brasil


Foto: Divulgação/Rede Globo

Acho que muita gente ficou descontente com o final de Avenida Brasil, principalmente em relação à Carminha (Adriana Esteves). A maioria torcia para que ela fugisse do país e terminasse a novela linda, loura e milionária, ou então louca no hospício. Eu já acho que esses finais seriam extremamente repetitivos. Além disso, o desfecho escolhido mostrou que até pessoas como Carminha podem se arrepender de seus atos e se redimirem.

Faço parte da minoria que aprovou o final escrito pelo autor João Emannuel Carneiro. Para surpresa geral, Carminha salvou as vidas de Tufão e Nina e se entregou à polícia. Muitos acharam a atitude da personagem incoerente, mas eu discordo. Apesar de todas as suas maldades, Carminha nunca foi uma assassina. É verdade que ela confessou ter matado o Max, mas o crime foi considerado legítima defesa.

Depois que Nina atingiu seu objetivo de desmascarar Carminha, seria muito previsível que a vilã tentasse matar a ex-enteada. Bem mais surpreendente foi ver Carminha salvando Nina, que passou a novela inteira tentando destruí-la (mesmo que Nina tivesse seus motivos para isso). Afinal, se a própria Nina agiu como vilã em algumas situações, por que Carminha não poderia ter o seu “momento mocinha”?

Eu gostei muito de ver Carminha se reconciliando com Nina. É claro que a vingança da Nina era a razão de ser da novela e rendeu capítulos de grande suspense. Mas acho que, de certa forma, o autor quis mostrar que a vingança não leva a lugar nenhum.

Também discordo que a personagem tenha virado uma santa de uma hora para outra. Carminha era, antes de tudo, uma mulher perturbada. Viu o pai matar a mãe, depois foi jogada por ele (que provavelmente abusava dela) no lixão, e cresceu achando que a vida era assim mesmo: cada um por si. Não estou justificando os erros dela, que foram muitos. Mas alguém com seu histórico não consegue ter o mesmo discernimento de pessoas que não enfrentaram situações tão trágicas.

Agora a parte trash:

- Os finais podres dos núcleos Suellen & seus machos (?) e de Cadinho & suas mulheres. Não consigo achar graça nesses "casais" bígamos e trigamos, ainda que seja na ficção.

- O trauma do Adaulto com a chupeta. Custo a acreditar que o autor de cenas tão bombásticas seja a mesma pessoa que escreveu essa tosquice.

- E o mais ridículo: a novela terminar naquele jogo de futebol. Me deu até raiva quando vi a bandeira do Divino FC congelada com a palavra “Fim”. Teria sido mil vezes melhor encerrar com a cena em que Nina e Carminha fazem as pazes no lixão

Apesar de alguns tropeços, Avenida Brasil deixará saudades por ter sido uma novela com tramas dinâmicas e ótimas interpretações. Vai ser difícil aparecer outra assim nos próximos anos!

domingo, 9 de setembro de 2012

Acredite, tudo vai dar certo!


Foto: moionet  via Photopin cc
 
Sabe aqueles dias em que tudo parece dar errado? O trânsito está péssimo, brigamos com alguma pessoa querida (ou não), o computador enguiça, etc, etc?

Parece até que o Universo inteiro está contra nós. Em alguns casos mais graves (desemprego, doenças), chegamos até a perder a esperança de que as coisas melhorem algum dia.

De uns tempos pra cá, comecei a ler muito sobre a Lei da Atração, O Segredo, etc. No começo não acreditava muito, mas comecei a “testar” essas teorias em determinadas situações e acabei descobrindo que a maneira de pensar influencia e muito nas situações à nossa volta.

Quando estamos felizes e de bem com a vida, parece que tudo flui mais facilmente. Mesmo se acontecer algum imprevisto, fica mais fácil lidar.

Porém, se estivermos num daqueles dias “difíceis” onde tudo tira nossa paciência e explodimos por qualquer besteira, a probabilidade de continuarmos atraindo situações ruins aumenta de maneira exponencial.

A Lei da Atração diz que todos os pensamentos e sentimentos que emitimos retornam para nós de acordo com a vibração deles. Ou seja, se nos sentirmos bem e felizes, atrairemos mais bem-estar e felicidade. Se estivermos de mau-humor e com raiva de tudo e todos, atrairemos mais situações que nos tornarão ainda pior o nosso estado emocional.

A solução para os momentos de tristeza e irritação é mudar o foco. Quando estiver a ponto de querer “esganar” uma pessoa que te incomoda, saia de perto e vá se ocupar com outras coisas. Se isso não for possível, pelo menos vá ouvir uma música que goste, porque assim mudará seu estado de espírito.

Outro aprendizado que a Lei da Atração me trouxe é ser grata por tudo o que tenho. Quanto mais agradecemos pelas coisas positivas à nossa volta, mais o Universo trará situações e pessoas que nos trarão alegria. E quanto mais nos queixarmos de algo, atrairemos mais motivos para nos queixarmos.

Então, em vez de se lamentar pela falta de dinheiro, agradeça pelo que já tem.

É justamente nos momentos em que tudo parece conspirar contra nós que devemos ser ainda mais fortes e acreditarmos que tudo vai melhorar!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sim, você pode!



Foto: padraicwoods via Photopin cc


Hoje eu quero falar sobre superação.

"Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...

Quantos projetos você deixou para trás?

Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos?

Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la".
(Augusto Cury)

Já superei muitas coisas na vida, mas uma que me dá orgulho de recordar é ter vencido o medo de dirigir.

Eu já tinha passado dos 18 há muito tempo quando resolvi tirar minha primeira habilitação. Fiquei muito feliz quando consegui, mas aí surgiu um problema: eu não tinha coragem nem de sair da minha garagem sozinha! Sentia medo de tudo: de bater o carro, de parar numa ladeira íngreme, de deixar o carro morrer e ouvir buzinadas, de estacionar nas vagas, etc, etc.

Muitas vezes fui pegar ônibus embaixo de chuva porque o meu medo era maior do que tudo. Eu me sentia péssima!

Querendo me ajudar, meu marido saiu de carro comigo algumas vezes para que eu pudesse treinar a direção. Só que os maridos geralmente não têm muita paciência com motoristas inexperientes...

Depois de ralar o carro duas vezes no pilar da minha garagem, percebi que precisava de ajuda profissional. Procurei a Cecília Bellina, um centro de treinamento para motoristas “medrosos”. Com a ajuda da terapia em grupo e das aulas práticas com um treinador extremamente paciente, eu fui superando a minha fobia para dirigir.

Foi o melhor investimento que já fiz. Hoje eu consigo ir a vários lugares sem medo e, modéstia a parte, dirijo bem. O melhor de tudo é a sensação de ter superado algo que atrapalhava minha vida. Além disso, eu descobri na prática que é possível combater os obstáculos com muita coragem e força de vontade.

Muitas pessoas se deixam vencer por medos, desânimos, falta de dinheiro, etc. Mas quando a gente quer realmente uma coisa, nada é impossível.

Vale a pena ir atrás dos nossos sonhos! Mesmo que no final não consigamos os resultados esperados, valerá pela experiência adquirida. E também pela tentativa! Mesmo que dê errado, nunca é tarde para tentar outra vez.

Como dizia aquele filme antigo: Retroceder nunca, desistir jamais!